quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um Brinde á Insanidade

Um brinde! Um brinde à insanidade! Um brinde meu comigo mesma! De mim para ela que faz de mim tão diferente de você! Oras não se ofenda! Só acho que ser normal é estranho e cheio de barreiras!
"Não são barreiras são responsabilidades! Nós, normais, vivemos para trabalhar, estudar, crescer e ganhar dinheiro, muito dinheiro! Por que o dinheiro é o que realmente importa..."
Afff.... É tão claro que seu dinheiro é um pedaço de papel sujo pelo qual você sacrifica sua liberdade, sua vida, o amor... O dinheiro os deixa cego! O dinheiro os deixa louco!!! Não, não os dinheiro os deixa normais! A louca sou eu!
"O dinheiro me proporciona comprar roupas adequadas, o carro do ano é luxuoso, meu novo emprego me traz status e meu diploma faz de mim um grande homem!"
Como se roupas adequadas fossem no mínimo confortáveis, como se o carro mais luxuoso do mundo tivesse o conforto de um abraço... Como se o status do seu emprego te trouxesse junto o respeito ou o amor... Como se a história, a moral e os valores de um homem pudesses resumir-se a um papel timbrado...
As pessoas estão ficando assim: Normais!
Não caminham descalças, não sobem em árvores, não riem alto (Ai rir alto é muito mico!)...
Não prestam atenção nas coisas pequenas: o perfume de uma flor feia, as asas coloridas de uma borboleta... um chocolate fora de hora! "Não chocolate engorda!" Afff...
As pessoas normais querem ser mais, maiores, superiores aos seus semelhantes! Esquecem que unir-se à eles é o atalho para força...
As pessoas normais hesitam em amar por que acreditam que tudo e todos estão contra ela, sendo que somente ela se opõe aos próprios sentimentos...
As pessoas normais vivem num mundo com um tribunal imaginário e auto punitivo onde elas mesmas se julgam e se condenam, sendo que a espontaneidade é o que torna um homem único e inigualável...

Ser insano é ser humano... Ser normal é ser um boneco qualquer!

Tenho orgulho da minha insanidade! Disso que faz de mim tão diferente, muitas vezes criticada, mas eu sei que tenho amor, empatia e felicidade para somar e dividir...

Eu não poderia ser de outro jeito, eu não poderia ser comparada, eu não poderia ser normal... Se tudo que eu quero, é que depois desse texto, vocês nunca mais sejam!

Monólogo que eu digo na peça "Olhei por Dentro" da Cia Nascem... Significados mais que maravilhosos para mim!

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