domingo, 25 de setembro de 2011

O quê é certo?

Às vezes a vida me confunde...
Eu penso que estou fazendo o que é certo, mas... O quê é certo??
Às vezes me sinto sozinha, mas... Não somos seres realmente solitários?
Então, começo a escrever... Simplesmente por que amo tornar a dor em poesia, por que assim ela fica bela, clara e faz sentido e, depois, vai-se esvaecendo... E deixa de existir... tão certo como se nunca realmente estivesse existido! Sem perceber... eu já cresci mais um pouquinho.

Há muito venho pensando nos meus atos, mas a vida me ensinou que muitas vezes é melhor não pensar em nada... Não é que funciona? Por que viver é mergulhar-se no universo da dúvida e da incoerência, de modo tão profundo que, posso passar a existência toda me questionando coisas que nunca serão respondidas... uma busca ingênua por uma verdade imaginária e por respostas que, talvez, simplesmente não existam! Afinal , quem garante que tudo tem um propósito??? Por que pra mim, muitas perguntas não foram feitas para serem respondidas... e isso precisa ser aceito.
Às vezes me pergunto por que vivo bem com pouco enquanto as pessoas precisam de tanto... Talvez eu tenha pouco do que realmente importa...
Por que me sinto tão só se sou rodiada por pessoas adoráveis? Talvez por que eu sei ser amiga incondicional de todas essas... menos de  mim mesma. Mas e se é assim que eu aprendo a me gostar?
Afinal é maravilhoso amar e dedicarm-me a essas pessoas...
Eu amo ouvir medos, segredos e ajudar a clarear tudo no final! Mas nunca conto os meus... Não é egoísmo? A dádiva de ser o melhor ombro amigo que eu posso para todos que eu gosto e o egoísmo de não deixá-los fazer o mesmo por mim... Defeito??? Depende! É que prefiro que as pessoas guardem na memória a pessoa alegre que eu sou e o que eu tenho de melhor e é só isso que quero oferecer  a elas...
Se for errado arrancar sorrisos quando tudo que se tem para oferecer são lágrimas, então eu sou uma pecadora.

O sorriso alheio é o que me faz melhorar de qualquer dor que eu possa estar sentindo.

Minha intuição (nem sempre infalível) me diz que o fato de eu conseguir perdoar quem me fez muito mal ou tratar bem toda e qualquer pessoa que posteriormente pode me magoar, e torna frágil e que eu deveria aprender a ser mais firme. Mas saber perdoar e conseguir compartilhar-se com o próximo por mais que eu me arrisque, não seria uma dádiva??? Não é melhor tentar do que imaginar como poderia ter sido???

Às vezes me sinto confusa... Um tanto clichê se eu dissesse "diferente"?

Por que não apreder a amar menos? Ou amar mais em segredo? Ou me afastar de alguém que eu amo porque sei que o mesmo amor que contagia prejudica na sua ausência? Por que amar mais o próximo do que a mim mesma? O que é essa força imensa que me move, me entorpece, me cega... Tão tácito, tão preciso, tão forte, tão... Simplesmente inevitável... uma menina, uma mulher, uma avalanche de emoções ou o quê? O QUÊ EU SOU?? Por que eu existo?
Por que a impressão de que eu tenho e vou fazer a diferença? Qual meu propósito? O quê eu sou?

Uma pessoa incompleta, não inteira... Nunca me senti inteira... Talvez nunca me sinta... É ruim???

Sem auto confiança e não sabe se defender, mas com toda a força do mundo para defender quem dela precisar. Alguém que considera tanto algumas pessoas que a vida perde aos poucos, o sentido, se elas não estão mais aqui. Alguém com uma necessidade enorme de receber amor, mas com uma ainda maior de amar mais e mais... Louco? Não... SURREAL! Me consome, me machuca, me alegra,me consome!
Assim vivo os meus dias... Cheia de perguntas  para as quais não tenho resposta e, talvez, nunca tenha.
Encontro-me aos poucos, recolho meus pedaços e monto um quebra-cabeça imenso (ainda incompleto) sem ter certeza de que desenho ele formará quando estiver pronto... E talvez nunca se complete, tornando ainda maior o mistério da existência.


Nenhum comentário:

Postar um comentário